Práticas artesanais situadas —
conhecimento, técnica e feitura

É uma plataforma que abre um espaço contemporâneo de contextualização, desenvolvimento e crítica do saber-fazer artesanal. Pretendemos que as práticas artesanais contribuam activamente e com equidade para a discussão global de alguns dos temas mais pertinentes do nosso tempo: produção sustentável, comércio justo e consumo responsável, mas também o respeito pelo clima e pelo bem-estar das comunidades.
Através de um trabalho feito lado a lado com os artesãos, o nosso objectivo é destacar e promover o estatuto cultural e comercial da produção artesanal situada. Fazemo-lo em articulação com entidades públicas e privadas, num empenho inclusivo, integrado e eficaz.

© Janina Wick

Porquê, Como, Para quê

Um caminho com vários fins à vista:

Destacar e promover a relevância e utilidade contemporâneas – ecológica, cultural e económica – do artesanato situado

Contextualizar e apoiar a dimensão artesanal da cultura material através da produção e partilha de conhecimento

Desenvolver e fornecer informações técnicas, ferramentas de capacitação e consultoria dedicada ao sector artesanal

Identificar e proporcionar alternativas comerciais sustentáveis aos artesãos e aos consumidores

Defender e divulgar uma imagem justa dos ofícios artesanais e dos artesãos

Fomentar e participar na discussão sobre consumo responsável

Investigar, desenvolver e transformar o design vernacular

© Vasco Célio / Stills

A iniciativa Origem Comum é uma consequência natural no percurso do The Home Project Design Studio. Desde 2004, trabalhamos lado a lado com artesãos na preservação e no desenvolvimento das práticas vernaculares. Este trabalho continuado de permanência e imersão em diferentes territórios proporcionou-nos uma grande aprendizagem sobre a relação entre a paisagem natural, o clima e as pessoas que habitam os lugares. O conhecimento que advém dessa relação ultrapassa os limites teóricos: manifesta-se através dos modos de fazer, de interpretar o meio e de atribuir significado e valor. As artes tradicionais das diferentes regiões são expressões de conhecimento e perseverança que melhoram com o tempo. Com oleiros, cesteiros, tecelões, marceneiros, latoeiros, antropólogos e cientistas aprendemos muito sobre as tecnologias, mas também sobre materiais naturais e os seus processos, sobre design em contexto, sobre mercado, economia local e respeito pela natureza.

O nosso percurso levou-nos por Portugal continental (Cultura Intensiva 2009, Algarve; Projecto TASA, 2010-11, Algarve; Pescarte, 2014, Alentejo; etc.), Espanha (Oficis Singulars – Artesania Catalunya, 2008-10, Catalunha), Cabo Verde (Kutxi, 2017, CNAD – São Vicente) e Açores (levantamentos, consultas, laboratórios, 2017-19, CRAA, São Miguel, São Jorge, Terceira). Em todos estes lugares, trabalhámos nas oficinas, desenvolvendo competências, ferramentas, serviços e produtos, mas também em conjunto com as entidades públicas e privadas, locais, regionais e governamentais, no estudo do sector e na criação de novas estratégias de posicionamento, produção e consumo.

Equipa e Colaborações

Conceito e Coordenação
Álbio Nascimento e Kathi Stertzig

Vídeo
Jorge Murteira

Fotografia
Janina Wick
João Grama (Estúdio Peso)
Vasco Célio

Design gráfico
Sabine Kornbrust

Pesquisa, textos e edição
Cláudia Freire
Frederico Duarte
Katharina Finke
Madalena Alfaia

Artesãs e Artesãos
Abel Carvalho
Abílio Vilaça
Adélio Gouveia
Adélio Real
Aida Bairos
Alentejo Azul
Almerinda Miguel
Alzira Neves
António Paiva
António Polido
António Vaz
Arménio Varela
Catarina Martins
Domingos Vaz
Fernando Nelas
Leonilda Silva
Manuel Ferreira
Maria Helena Rosa
Maria Lopes
Palmira Lopes
Quirino Ferreira
Ricardo Lopes
Rodrigo Sim-sim
Valentina Silva

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